AS NECESSIDADES E OS DESEJOS HUMANOS – 13/01/17

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(Maria Chambers)

Há uma percepção equivocada de que na Ascensão, as necessidades e desejos humanos não são mais importantes. Que há uma desistência da questão da materialidade. O que não é verdade. Mas, a verdade é que, como o humano que está mais conectado com a sua alma, ele não está se preocupando tanto com as coisas de que precisa e deseja, porque tudo está aí para ele de forma fluida e sincronizada.

O Mestre Encarnado não possui necessidades ou desejos, mas tudo está simplesmente ali… o dinheiro, a saúde, os recursos, as amizades… Dessa forma, isso é apenas uma parte natural de nossa Ascensão, ou estamos falando de algum paradoxo transcendental impossível de resolver que faz vocês quererem jogar alguns tijolos em um ashram?

Bem, o conceito não é realmente novo, porque essa já é nossa experiência referente a muitas coisas em nossa existência física. Se derem uma olhada em sua vida, estou certa de que vocês podem contar muitas de tais experiências. Existem coisas em sua vida, em que vocês não pensam muito. Coisas que vocês podem tomar como garantidas, de que usufruem diariamente.

Vocês podem achar que a sua vida está se desmoronando em muitos níveis, mas na realidade existem lugares em que as coisas estão realmente funcionando muito bem para vocês. Porque, se não estivessem, vocês não estariam aqui.

E essas coisas que parecem vir facilmente, acontece assim, porque vocês não estão se preocupando com elas, ou mesmo pensando muito nelas. Em outras palavras, vocês não estão resistindo a tê-las em sua vida. Se resistirmos ao nosso direito divino de experimentar a abundância e a alegria, então, não vamos experimentar muito disso.

Ao mesmo tempo, neste processo de integração, estamos percebendo as coisas se desmoronando.

O que este processo ascensional está fazendo é destacar as áreas de nossas vidas que não estão mais funcionando bem para nós. Está nos retirando dos padrões da velha energia, de modo que essas coisas possam voltar ao equilíbrio. Mas, de uma maneira nova. E, novamente, não se trata de mudar a nossa parte humana. Trata-se apenas de permitir que essa nova Consciência Crística faça o que precisa fazer em nossas vidas e em nossos corpos.

A mente humana, embora bela de muitas maneiras, e embora nos sirva de muitos modos, tornou-se uma prisão para a personalidade humana. E embora o ser humano queira desesperadamente sair dessa sua prisão, ele continua tentando fazer isso por meio da mente. Tentando pensar o seu caminho pela iluminação.

Vamos encarar, se isso funcionasse, todos estariam iluminados já. Apenas leriam o manual ou escreveriam o próprio programa passo a passo e voilà! Iluminados.

Mas, também não se trata de erradicar a mente. Trata-se de compreender que a mente é condicionada e limitada. A maioria das pessoas no planeta não seria capaz de se relacionar com tal conceito. E isso é porque a mente foi mantida na mais elevada estima como o núcleo de nosso ser. Fomos hipnotizados a crer que somos a nossa mente.

Nada poderia estar mais longe da verdade.

Mas, ao mesmo tempo, trata-se de aceitar a mente conforme ela é, e também sentir a outra parte, a parte expansiva e eterna. E verdadeiramente, a parte que é eterna – é a parte que é real. O eu multidimensional.

Estar aqui como nossa alma, vivendo através desses vasos humanos, físicos, é a coisa mais evoluída que qualquer alma pode fazer. Por quê? Porque a alma está, neste ambiente visceral, próxima e pessoal consigo mesma. Começa a vivenciar em espaço e tempo real a própria essência.

Consegue trabalhar com questões galácticas em um ambiente mais lento. Questões que estiveram presentes mesmo antes do início dos tempos.

DEIXARAM DE SER ALUNOS

Se vocês se sentirem conectados ao material deste blog e se sentirem que estão deixando para trás a sua antiga história, vocês são daqueles que estão na vanguarda dessas mudanças. Poderiam dizer que são mestres em treinamento. Não um aluno. Não um discípulo. Não estão em fase de processamento. Vocês estão saindo da etapa da busca. A etapa do percurso. Vocês estão se dando conta de que, enquanto se virem como alunos, terão lições e questionamentos infindáveis. Enquanto se virem estando em um longa jornada, vocês continuarão a trajetória, sem nunca alcançar o seu destino. Não que a jornada não seja divertida, mas também pode ser uma zona de segurança, uma zona de conforto. Dessa forma, não temos que nos apropriar de nosso lugar como mestres.

E ser aluno pode ser divertido também. Lembro-me de quando estava na faculdade, e de me sentir tão empolgada com o aprendizado, em ser aluna e fazer coisas que estudantes fazem. Ir para aulas interessantes, estudar, absorver a atmosfera da faculdade, encontrar novas pessoas. Algumas pessoas são eternos estudantes, sempre fazendo cursos, e vocês precisam saber se eles estão apenas adiando o inevitável – estar no mundo real, lá fora. Navegar por conta própria, não poder contar com um professor para lhes facilitar as respostas, mas finalmente pensar por si mesmos.

Para muitos dentre nós, a roda de treinamento terminou. Estamos agora por nossa conta. Estamos começando a reconhecer quem realmente somos. Que temos todas as respostas. Que as estamos criando à medida que avançamos. Que ninguém, lá fora, não importa quão sábio seja, pode nos falar sobre a experiência da iluminação. Que precisamos senti-la, não conceitualizá-la. Temos que experimentá-la.

Mas, voltando às necessidades e desejos humanos. Trata-se realmente de se estar no momento, sentir o êxtase do nosso eu anímico, e, apesar de nossa mente humana vir com as suas preocupações, está permitindo que a presença de nossa alma nos traga a sabedoria e as soluções. As coisas também podem se desmoronar em áreas que não estão funcionando para nós. Porém, não é mais para dar a isso tanta de nossa atenção.

E uma coisa interessante acontece. Começa a parecer, para nós e para os outros, como se não nos preocupássemos mais com os nossos problemas de saúde, ou como vamos nos sustentar quando nossos recursos acabarem. Não estamos mais tão preocupados em consertar algo. Planejar ou definir metas. Para a nossa mente, parece muito irresponsável. Mas… vocês notam, com o tempo, que até a mente começa a experimentar uma sensação de alívio.    Já não é responsável por aquilo que realmente não pode fazer.

O que está acontecendo, como mestres em treinamento, é que estamos prestando menos atenção às ansiedades e preocupações de nossa mente e nos deleitando nos sentimentos de nosso eu eterno, que não sente ansiedade ou preocupação, mas sim sensações de estar bastante despreocupado. É assim que se constrói a confiança. E no que se refere a necessidades e desejos humanos, o mestre tem bastante discernimento. Ele ou ela desfruta de uma enorme gama de prazeres terrenos, e realmente possui gosto bem caro, não que os simples prazeres não sejam agradáveis. Mas a pessoa gosta mesmo deles é em alto estilo. Portanto, não há desespero de se precisar de algo, porque como mestres, sabemos que está ou estará para nós. E sem a sensação da necessidade, pode vir para nós de modo livre e fácil. A iluminação não se refere a estar na miséria, por exemplo, para provar que não estamos permitindo que isso reduza a nossa alegria ou a nossa luz. O mestre não precisa caminhar sobre brasas ou cacos de vidro para provar algo para si mesmo ou para alguém mais. É bastante claro sobre não permitir que alguém ou alguma coisa em sua experiência não seja cheio de alegria. Não se sente em dor nem em sofrimento.

E isso é assim se o humano permite esse processo.

Porque, se deixado por conta do humano e da mente humana, não se permitirá tal facilidade e mesmo luxo na vida. O humano tenta criar alegria ao trabalhar arduamente e se esforçar. Mas, agora, na nova energia, o humano que é o mestre em treinamento, não pode parecer se sair nem mesmo com isso. Porque parece que qualquer ação realizada a partir do lugar do desespero ou da falta, fracassa. Essa é a boa notícia.

As coisas que funcionavam anteriormente, simplesmente não estão funcionando mais. Assim, inicialmente a mente fica mais desesperada. As questões de sobrevivência são desencadeadas como nunca   antes. E o ponto principal dessa iluminação incorporada é realmente sair da mente e entrar nos prazeres sensuais de se estar aqui no físico. De explorar a vida através da alma. Sim, as questões de confiança surgem.

Mas, como eu disse, estamos saindo da parte do questionamento de nosso ‘programa’ e passando cada vez mais para a parte da permissão e experiência. A iluminação diz respeito a aceitar o nosso eu humano e permitir que o nosso Eu Eterno vivencie sua alegria por nosso intermédio. E nesse relacionamento dinâmico, as coisas são cuidadas e se alinham.

Requer de nós o que parece impossível, às vezes. E isso é porque somos os primeiros através do vórtice, indo da mente, que é a nossa realidade, para nos permitir experimentar o que é eternamente real, nossa alma.

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Maria Chambers – https://soulsoothinsounds.wordpress.com

Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com