LUA NOVA EM ÁRIES, 7 DE ABRIL DE 2016 – NOVOS COMEÇOS VINDOS À LUZ

1 Comentário

(Natalia Alba)

Meus amados,

Começamos este maravilhoso mês de abril, com uma Super Lua Nova a 18 graus de Áries, em conjunção com Urano, o planeta da mudança, trazendo-nos a mensagem de acolhimento da transição, como um processo natural da experiência de nossa vida, bem como a única forma de renascer na luz, que, mesmo que possa entrar de uma forma mais abruptamente, visto que o regente de Áries é o guerreiro Marte, e passar da sutileza da água para a frequência afiada do fogo não seja fácil, é essencial que desfaçamos os remanescentes das velhas cinzas que ainda nos impedem de avançar nesta nova etapa, e que possamos trazer novos começos para a luz, em todos os aspectos de nossas vidas. Se durante março, o elemento água e sua frequência mutável, ajudaram-nos a nos render, viver no Agora e estar no fluxo contínuo com a mudança e a vida em si mesma, assim é abril com o seu oposto de fogo, mas com aß frequência de mudança também.

Conforme começamos esta segunda parte do ano, sob o poder alquímico e purificador do fogo, esta é realmente uma época maravilhosa para continuar nos expandindo para horizontes inexplorados, ativando e incorporando novas essências da alma e direcionando essas visões para novas criações. Mas, como sempre, a fim de acolher novos começos, primeiramente precisamos criar a mudança – o catalisador que permite que o desconhecido entre em nossas vidas com fé cabal no Divino, em vez de ficarmos apegados a um determinado resultado.

Em um nível cósmico, abril também vem com vários planetas retrógrados, o que é uma dádiva cósmica, visto que o fogo tende a ser impulsivo e é essencial equilibrar a nossa parte impetuosa que está ávida para vir à vida, com a necessidade de interiorizar, antes de manifestar sem o discernimento apropriado. Neste momento, em que oscilamos entre diferentes linhas de tempo, visto que ainda confundimos muitas realidades possíveis ainda não manifestadas, é importante nos conscientizarmos mais de como dirigir o nosso poder interno, compreendendo que, quanto mais nos alinharmos com ele – agindo como os cocriadores conscientes que estamos nos tornando – mais vamos restaurar uma visão mais clara do que não só vai nos ajudar como ao todo, visto que, às vezes, mesmo que o nosso desejo seja puro, não é o Tempo Divino para o trazermos à manifestação.

No período da Lua Nova, temos seis planetas nos signos de fogo – o Sol, a Lua, Marte, Vênus, Saturno e Urano. Somos solicitados a queimar tudo o que não estiver alinhado com quem somos agora, bem como com todas as situações que deveriam ser desfeitas em nossas vidas. E como a Lua Nova não só fará conjunção com Urano, assim como fará um trígono com Saturno, e uma quadratura com Plutão, é também um convite para nos adaptarmos à mudança e começar a fazer coisas tangíveis – reivindicar nossa soberania, como Plutão nos convida a fazer, e estabelecer as novas bases que vão substituir as velhas estruturas, por permanecer firmes em nossa verdade e utilizar o nosso poder de modo sábio, em vez de apenas forçar para que as coisas aconteçam, quando ainda não é o momento certo para isso.

Ademais, este é o momento para nos rejuvenescer e buscar a tranquilidade após a agitação dos eclipses, visto que a luz da Lua, juntamente com o Sol em Áries, irão nos ajudar a recuperar a confiança e a força em nosso caminho para ver além de nossos véus ilusórios humanos, aceitando o que é, e continuando no caminho que estamos destinados a seguir, sem temer o desconhecido. Visto que temos Saturno em movimento retrógrado junto com Marte, em sua fase pré-retrógrada, somos presenteados com a dádiva cósmica, visto que toda essa energia ígnea tende a ser um pouco impulsiva, para dar um passo para trás e refletir antes de tomar decisões importantes. É o momento de redirecionar essa força interna que cria a nossa realidade externa, para dentro, primeiramente, tornando-se observadores – sendo capazes de visualizar o que verdadeiramente gostaríamos de produzir no mundo.

Além disso, temos Vênus, o planeta do amor e da abundância, no signo de Áries desde 5 de abril, junto com mensageiro alado, Mercúrio, no signo terreno de Touro. É claro que o poder do fogo rege nossos Céus durante este mês, ajudando-nos com a sua apressada, porém corajosa energia, para começar a abrir caminho das nossas visões internas para nosso domínio tangível. É o momento, e ainda mais com Mercúrio em Touro, para criar bases fortes em todos os aspectos de nossas vidas e de nossos relacionamentos, de modo que as sementes que estamos plantando para as nossas novas vidas, possam crescer ao ter os pilares apropriados que vão apoiá-los no plano físico.

Todavia, o cosmos vai além disso, e nos convida a não apenas nos ancorarmos e garantir nossas vidas no plano físico, mas também nossa experiência singular de ascensão, ao fazer descer nossos dons anímicos e utilizá-los para sermos úteis, em vez de permanecer nos reinos invisíveis, o que, novamente, faz-nos cair no surreal pela polarização em apenas um único aspecto de quem somos – esquecendo-nos de que também somos seres terrenos, e consequentemente, não nos permitir incorporar plenamente nossa experiência humana.

Com referência aos nossos relacionamentos, se março foi um mês fundamental para as nossas Reuniões Divinas, abril também nos traz essa mesma mensagem de nos reunir novamente em parceria divina e começar a criar relacionamentos iluminados, o que é o que estamos também começando a dominar à medida que continuamos a nos expandir na Nova Terra. Como Vênus, que estava no intuitivo Peixes igualmente – e com a sabedoria e a clareza resgatadas, finalmente ancora os relacionamentos que estão em perfeita ressonância com a nossa alma e atual estado de ser, para cocriar conosco, nesta etapa de nossas vidas, e ajudar-nos a nos expandir para novos modos de ser e de viver.

A Deusa do amor em Áries, pode ser também muito impetuosa, apenas buscando prazeres imediatos e evidentes, mas se soubermos como direcionar sua energia impetuosa, vamos constatar que Vênus nos ajudará a viver no momento e usufruir as novas companhias que, no amor divino, podem também nos ajudar a evoluir neste momento e redescobrir novos aspectos de nós mesmos, que poderíamos não ser capazes de ver, se continuássemos a trilhar este caminho por nossa conta. Na maioria das vezes, o que nos ajuda a atrair novas reuniões de alma para a nossa experiência de vida, não é simplesmente nosso desejo humano, e ao mesmo tempo a ilusão, para iniciar novos relacionamentos e liberar as velhas companhias, o que é também uma outra forma de separação, mas se refere à renovação e unificação internas, o que nos faz encontrar outra vez a ressonância com as almas que estão destinadas a estar em nosso caminho neste momento.

Lembrem-se de que na verdade, não estamos aqui para simplesmente estar com uma única alma, visto que seria empobrecedor, em termos de experiência de vida humana, mas também para cocriar com os demais, que vão nos ajudar a lembrar da sensação divina de semelhança, que vimos aqui experimentar, e que em vez de fragmentar, e buscar apenas o parceiro definitivo, tende a ser livre e honrar a cada encontro como igualmente divino, único e perfeito neste momento do Agora, no lugar em que estamos em nosso caminho.

É verdade que, como almas ascendentes, deixamos para trás muitos companheiros, à medida que a nossa vibração muda mais rápido do que a deles, que não escolheram este caminho de integração consciente e de expansão da alma, mas isso não quer dizer que deveríamos nos fechar a experimentar outros encontros com almas preciosas, visto que estaremos fechando as portas para a dádiva de dominar a arte da cocriação com outras almas, que podem não ser a reunião “definitiva”,   que estamos tão ávidos para experimentar, mas que neste ponto de nossa jornada, será o que pode nos ajudar a integrar o que precisamos para avançar e nos expandir em novas formas de ser.

Como seres soberanos, que vimos trilhando este caminho por um tempo, e que estamos plenamente cônscios da ilusão humana de não ser completo, a menos que estejamos com os outros, agora percebemos que é exatamente acerca de não estar buscando constantemente por “alguém”, e estar plenamente no momento presente, o que nos faz expandir e evoluir – usufruindo cada conexão de alma para alma – visto que os nossos encontros com eles são perfeitamente sincronizados pelo divino, e nos permitem manifestar algo Novo, que ajudará nesta Nova Era aqueles que estão entrando em nossa jornada ascensional.

Nesta etapa do nosso caminho de ascensão, não somos mais apegados em estar apenas com nossas amadas Chamas, e recusar a manter reuniões com outra alma, que enriquecerá também o nosso caminho, como agora, que cada alma que encontramos nos traz para mais perto de nossa Alma Gêmea, se for destinado para ser assim, ao mesmo tempo que também nos ajuda a abrir mais os nossos corações à pura felicidade divina e à recordação da unidade da alma, que sentimos quando nos reunimos com outras almas, que como nós, escolheram conscientemente manter relacionamentos iluminados e continuar evoluindo no próprio caminho evolutivo da alma, como mestres da própria experiência de vida.

Esta Lua Nova no ígneo Áries coloca fogo para iniciarmos, a partir de dentro, todas as mudanças necessárias para refazer nossa realidade física, bem como avaliar desde uma perspectiva mais ampla os relacionamentos que mantemos nesta nova etapa de nossas vidas. É importante nos permitir estar no momento, e sentir a bem-aventurança e o amor desse potente influxo e direcioná-lo para cocriar com as   almas que nos acompanham neste momento, desfrutando a dádiva da sua presença e tudo o que elas têm para oferecer, em vez de perder a pureza do momento, apenas porque tendemos a buscar constantemente por “alguém”, que pensamos que esteja destinado a caminhar nesta senda conosco, porque essa é sempre a pessoa que nos faz ativar e incorporar novos aspectos de nós mesmos.

O Universo sempre ilumina o nosso caminho, apenas temos que saber para onde olhar entre todas as sombras que o nosso eu humano tende a projetar, e livrar-nos de todas as cargas, enquanto estamos no processo de plantar novas sementes em nosso caminho exclusivo. Confiar em que sempre estamos sendo apoiados e amados imensuravelmente por este Universo amoroso, e que todos os desejos de nossa alma vão florescer e se expandir no Tempo Divino para Todos.

Desejo a todos vocês um abril mágico e amoroso, repleto de todas as bênçãos que esta Nova Luz traz, bem como com abundância e alegria infinitas, meus amados!

Com amor e luz, sempre,

Natalia Alba.

Direitos Autorais:

Natalia Alba – http://www.starseedsoul.com/

Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com

 

 

O CHACRA RAIZ – março de 2016

Deixe um comentário

(Mensagem da Terra, através de Pamela Kribbe)

Fonte: www.jeshua.net

 Queridos amigos,

 Eu sou a Terra. Eu os amo; vocês são meus filhos. Vocês se movimentam sobre a minha superfície, enquanto estão ocupados com as pressões da vida cotidiana, e eu os acompanho e anseio que retornem logo à sua essência; desejo despertá-los para aquilo que vocês são em essência. 

Cada um de vocês está numa jornada em direção ao interior de si mesmo; sua alma deseja descer totalmente à Terra, fundir-se com seu corpo humano, viver e manifestar-se aqui. Enquanto você procura meios de transcender sua humanidade, sua alma busca acolher a corporificação. Ela quer ser humana, descer totalmente à Terra e criar uma fusão entre a alma e o ser humano. Este é o seu propósito na Terra.

Hoje falaremos sobre o chacra raiz, o centro de energia situado na parte inferior da sua coluna vertebral, o chacra mais próximo da Terra, e aquele que é mais afetado por ela. Em muitas pessoas, existe medo alojado nesse chacra. Se pudessem enxergar o chacra raiz da maioria das pessoas da Terra, perceberiam que ele não é inteiro, é fragmentado ou – em certos casos – é um vazio. Como resultado disso, muitas pessoas duvidam de que estejam realmente em casa aqui na Terra, de que possam realmente sentir-se seguras e bem-vindas aqui.

 A Terra é um lugar com potencial para muita abundância e riqueza, e com isto quero dizer uma riqueza de experiências para vocês como almas. Muita alegria e inspiração podem ser experimentadas aqui, mas atualmente existe muita escuridão na Terra. Por muitos séculos, a humanidade vem sendo prisioneira de ilusões e medos que podem transformar a vida na Terra num inferno; assim um véu desceu sobre a sabedoria natural do ser humano. Há um estranhamento que atinge o âmago do seu ser.

 A capacidade de viver, no verdadeiro sentido da palavra – viver em alegria e com inspiração – só pode vir da natureza, mas o ser humano se colocou em oposição à natureza, tentou passar por cima da natureza e impor, de forma voluntariosa e obstinada, uma estrutura e ordem à realidade do mundo que o cerca. Mas isto não funciona. Vocês estão vivendo no meio dos fragmentos de uma imagem antiga do mundo, a qual está perdendo sua validade rapidamente. É uma visão na qual o ser humano é o organizador e manipulador do mundo à sua volta. O ser humano procurou controlar a natureza a partir de sua mente e sua lógica, e, com isto, tornou-se alienado de si mesmo, perdendo a ligação com o que lhe é mais natural: seus sentimentos e a unidade com a realidade viva da natureza que o envolve.

 Uma vez que você perde a conexão com sua vida interior, perde também a conexão com a vida exterior. Desenvolve, então, uma frieza, um endurecimento que pode ser observado em muitos corações humanos. No chacra raiz de muitas pessoas, é bem evidente que elas não se percebem conectadas à Terra de uma forma viva, vital, devido ao medo e à repressão que se alojaram ali.

 Em canalizações anteriores, descrevi como a alma desce à Terra. Ela deseja muito encarnar aqui e descer ao nível mais profundo da matéria, de modo a trazer luz à Terra e possibilitar que a matéria se torne viva a partir de dentro. Falamos sobre a jornada através dos chacras inferiores, uma jornada que se inicia no coração e se estende pelo abdome para o plexo solar, para o chacra umbilical e finalmente para o chacra raiz na parte inferior da coluna vertebral. É sobre este chacra que desejamos falar hoje. Como curar essa sua parte? Como curar o medo e a dúvida que estão lá? Como encontrar uma resposta às perguntas: “Tenho permissão para estar aqui? Sou bem-vindo aqui? Posso deixar que minha luz ilumine meu nível mais profundo, o âmago da minha vida?”

 Você está muito acostumado a se adaptar ao mundo exterior, o que inclui as expectativas da sociedade, mas agora a humanidade precisa de pessoas que queiram seguir um novo caminho, de modo a permitir que a natureza reviva. Estou falando da natureza em mim – sua mãe, a Terra – e especialmente, e antes de tudo, da natureza em você mesmo. E que você faça isto levando um novo ânimo às suas partes endurecidas e congeladas, para que elas se dissolvam, tornem-se quentes e maleáveis, e possam fluir naturalmente outra vez.

 Como realizar esse processo dentro de si mesmo? Como observar, acolher e liberar o medo primordial que está trancado no seu chacra raiz? Hoje quero falar sobre três maneiras de fazer isto.

 A primeira é vivenciando a beleza da natureza. A fim de tranquilizar suavemente o seu primeiro chacra, ou chacra raiz, ou períneo (nomes relativos ao mesmo centro energético) e induzi-lo a se abrir e sentir-se à vontade na Terra, você precisa procurar um lugar em meio à natureza, no qual se sinta em paz; um lugar onde você assimile a beleza da natureza: das árvores, plantas, flores, animais, pássaros, das nuvens, do céu, do ritmo das estações; um lugar onde você consiga sentir admiração pela atmosfera e beleza da natureza.

 Se não conseguir encontrar um lugar como esse do lado de fora, observe uma planta ou um vaso de flores dentro da sua casa. Há sempre alguma coisa da natureza que pode ser encontrada nos arredores. Assimile sua beleza natural, mas tente também perceber do que consiste essa beleza. Esta não é uma beleza superficial, não é uma beleza ideal que foi determinada por outros de acordo com os padrões humanos de belo e feio. Ao contrário, é uma beleza que vem da sua natureza intrínseca; é a própria vida que você vivencia como beleza: a simplicidade e a entrega que flui através de uma planta, ou de uma árvore, que está em harmonia com as estações; um pássaro que canta; a inocência dos animais que seguem o curso de suas vidas descontraidamente. Tudo isto é que toca você.

 O que lhe peço é que se reconheça na natureza. Geralmente você pensa que está fora da natureza, da harmonia e equilíbrio que se encontra lá, mas você faz parte dela. Tente sentir isto agora, enquanto assimila a beleza, o equilíbrio, o ritmo da natureza, porque essas qualidades querem fluir através de você também. Sua atividade mental pode construir barreiras contra esse sentimento e dizer-lhe que você não faz parte disso, mas você faz, sim, porque vive num corpo.

 Admire o seu corpo do mesmo modo que admira alguma coisa da natureza. Para fazer isto, você precisa começar a vivenciar seu corpo a partir de dentro e não de fora, não se concentrando na aparência externa dele e em certos padrões que ele deveria satisfazer. Todas essas imagens de beleza estabelecidas pela sociedade são uma carga muito pesada que o fazem sofrer e que são inventadas e falsas. Elas são tão frias e artificiais quanto a mentalidade que as cria e prescreve – elas não são reais!

 Simplesmente observe os pássaros e as folhas das árvores. Nenhum é exatamente igual ao outro, cada um é único. Você não os compara um com o outro, mas simplesmente observa a harmonia e equilíbrio naturais que emanam da natureza, quando você caminha por um bosque ou uma praia. A simplicidade da natureza – como revelada em toda sua complexidade – é o que aquieta o ser humano enquanto ele caminha por ela. Agora, sinta como você mesmo faz parte desse fluxo, assim como faz parte da inocência. Você pode ser quem você é – uma parte da natureza. A natureza, inclusive, quer se revelar por seu intermédio, de maneira alegre e equilibrada.

 Em seguida, dê um passo adiante… concentre toda sua atenção no seu próprio corpo. Você pode fazer este exercício (se quiser chamá-lo assim) quando estiver em casa ou quando estiver num belo espaço da natureza, o que, talvez, seja até melhor. Dirija sua atenção para dentro de si e então imagine que você é tão parte da natureza quanto uma bela árvore. Energias fluem através de você, e fluidos fluem em você, que sabem exatamente para onde devem ir. Seu coração está batendo, seu sangue está correndo, e cada qual sabe o que precisa fazer. Embora seu corpo seja um organismo complexo, todos os órgãos sabem o que fazer e, assim, eles naturalmente tendem à saúde e à vitalidade. Sinta que você está incluído no poder renovador e curador que é próprio da natureza. Existem tantas correntes curativas presentes na natureza e todas elas estão disponíveis para o seu corpo. Suas células vivas sabem do que você precisa, porque seu corpo é um organismo muito sábio.

 Agora considere que seu corpo tem uma linguagem própria. Sua alma se revela através dele e dentro dele, e é isto que a alma realmente deseja fazer! O corpo não é uma coisa inferior, o corpo é um livro maravilhoso, um manual da alma. Agora, imagine que este seu corpo lhe foi dado como um belíssimo presente da Criação. Sinta o respeito da Criação pelo seu corpo, e como a vida quer cuidar carinhosamente de você. Você está tão acostumado a ver seu corpo a partir de fora e criticá-lo; sinta-o agora a partir de dentro. Sinta como ele surge de uma fonte infinita de vitalidade e alegria, e como você pode lhe dar forma e alimentá-lo com a força que vem da parte mais profunda da sua alma.

Perceba a força vital intensa que emerge do seu chacra raiz. Veja a cor vermelha ao redor dele – ou qualquer outra cor que surja espontaneamente. Sinta como, a partir desse “fogo”, dessa intensa força vital, uma corrente quente e curativa flui através do seu corpo… das suas pernas, sua coluna, sua cintura… permita que ela flua para seus ombros, braços e mãos. Sinta-se ancorado na Terra, sinta seus pés por dentro e como eles se apoiam em mim, a Terra, e sinta a força vital que está disponível no solo também. Pergunte ao seu corpo: “Você se sente bem? Há algo que eu possa fazer por você? Precisa de alguma coisa de mim?” Pergunte apenas, e espere pacientemente. Pode ser que seu corpo não lhe responda imediatamente. Talvez você ainda tenha que aprender a conversar com seu corpo desta maneira, mas saiba que é possível fazer isto.

 O corpo está ouvindo você. Você é sua força motriz, então é lógico que ele quer entrar em contato com você – basta perguntar-lhe. Leve sua atenção a caminhar gentilmente por todo o seu corpo. Comece pela sua cabeça. Deixe sua atenção circular como um sussurro suave, um fluxo delicado, ao redor da sua cabeça. Imagine que sua atenção seja como uma brisa leve, que pergunta carinhosamente ao seu corpo: “Está tudo bem com você? Posso ajudá-lo? Você é uma dádiva maravilhosa! Posso envolvê-lo com algo que você precise?” O simples fluxo da brisa suave da sua atenção já estimula suas células e as torna felizes. Elas dançam num círculo de alegria, quando sua atenção as toca com seu amor.

Permita que sua atenção circule o seu pescoço e seus ombros. Deixe-a fluir através do seu coração, plexo solar, chacra umbilical e, finalmente, de volta ao seu chacra raiz, localizado no seu cóccix, no final da sua coluna vertebral. Observe-o bem. É possível que perceba alguma imagem ou sensação no seu chacra raiz… talvez sinta um antigo medo, um congestionamento ou bloqueio, mas não precisa fazer nada a respeito disso. Só precisa estar presente enquanto essa brisa suave o acaricia delicadamente. E mesmo que você não sinta nada e não veja nada, está tudo bem.

 Simplesmente esteja presente com sua atenção, porque ela cura: ela é libertadora para o seu corpo. Seu corpo quer ser visto e ouvido, não apenas como um mecanismo que lhe permite fazer as coisas; ele deseja ser apreciado por sua própria beleza; não só a beleza que você vê como imagens nos jornais e revistas, mas o tipo de beleza de um pássaro sobre uma árvore, ou mesmo de um sapo à beira de uma lagoa. Esta é a beleza do modo comum de ser, uma beleza saudável, com suas cores e formas naturais. Este é o tipo de atenção que o corpo deseja receber da sua mente. Ele quer saber que você o aprecia.

 Agora, deixe a brisa mover-se suavemente do seu chacra raiz para a suas pernas, descendo para seus joelhos, tornozelos e calcanhares, para as solas dos seus pés, e também para os dez dedos dos seus pés. E sinta como você é levado pelo fluxo da vida. Uma influência curadora se manifesta devido à atenção que você dedicou ao seu corpo neste exercício… se quiser chamá-lo assim, pois, na verdade, é apenas uma questão de reconhecer a fonte da qual você veio.

Assim, você começa com o primeiro passo, que é vivenciar a beleza da natureza. E depois dá o segundo passo, que é reconhecer essa mesma beleza em si mesmo, no seu próprio corpo. Você faz parte da natureza, da corrente natural da vida, portanto não precisa fazer nada para consegui-la, pois você é ela. O terceiro passo é conectar-se com a vitalidade e vibração dentro você, inclusive deleitando-se ao experimentar a solidez, segurança e despreocupação do seu chacra raiz. E quando digo “deleitando-se” refiro-me a algo diferente do que você talvez espere. Peço-lhe para encontrar sua criança interior, imaginando que você é uma criança de cinco anos de idade. Tente não pensar demais nisto, mas apenas sentir o corpo dessa criança, sua força vital, sua juventude. Ela está em pleno desenvolvimento, portanto é curiosa e quer saber todo tipo de coisas.

 Essa criança ainda vive em algum lugar dentro de você, e eu lhe peço que se conecte com ela e faça o que essa criança quiser fazer. Pode ser que ela se sinta ansiosa, que tenha sido reprimida, que esteja com medo… portanto é possível que, no início, ela se apresente a você através de uma emoção negativa, que parece contradizer a ideia de “deleitar-se”. Entretanto, o que desejo que você compreenda é que essa criança é a sua parte mais espontânea, a parte que não é feita de sentimentos refinados e apropriados, de acordo com o que lhe foi ensinado pelos que o criaram e pela sociedade. Pelo contrário, esta criança é a sua parte primordial, a parte de você que carrega a sua originalidade e, portanto, a sua parte mais natural e espontânea.  

Peço-lhe que torne essa criança visível. Visualize-a. Pode ser que não se forme uma imagem imediatamente, mas tente imaginá-la. Imagine que agora você é uma criança de mais ou menos 5 anos. Pegue a primeira imagem que lhe vier à mente e simplesmente observe-a. Como é essa criança? É feliz ou triste? Está rindo ou parece infeliz? Ela é alegre ou desanimada? Está assustada ou se sente segura? Estenda sua mão para essa criança e veja se ela a toma. Espere pacientemente, porque você tem todo o tempo necessário, para essa criança. Peça-lhe para sentar-se com você e tome-a em seus braços.

 Pode ser que ela fique feliz e se atire em seus braços, ou pode ser que se mantenha distante, porque se sente desconfiada. Mas, isto está bem também. O mais importante é que você se conecte com essa criança e tente entender melhor o comportamento dela e descobrir as emoções profundas que lhe podem ser reveladas através dela. Não se trata de curar e melhorar tudo imediatamente; trata-se de perguntar à criança: “O que você deseja de mim agora? O que você gostaria de fazer? Do que você precisa mais neste momento?”

 Isto é uma coisa que você pode fazer com frequência no seu dia-a-dia. Crie o hábito de voltar-se para dentro de si mesmo e perguntar à sua criança interna do que ela precisa. É assim que você se conecta com o fluxo primordial de vida em seu interior, o qual se revela com muito mais facilidade em crianças do que em adultos, cuja vida emocional é tão estruturada e limitada por regras mentais. Deixe que a sua parte mais espontânea fale, pois ela realmente deseja expressar-se através de você e, assim fazendo, tornar-se novamente uma fonte de beleza. Mas não um tipo artificial de beleza, e sim uma beleza original e selvagem, como o riachinho que em alguns lugares é muito tranquilo e imóvel, enquanto, em outros, é extremamente violento, cascateando penhasco abaixo. A sua criança interior é a água vivente que deseja fluir e movimentar-se; então permita a si mesmo ser movido por essa criança.

 De vez em quando, faça esta conexão no aqui e agora. Desta forma, você traz a si mesmo de volta ao seu próprio ser fundamental. É importante que a criança se sinta segura, ou seja, que você vivencie segurança em seu ser, no seu chacra raiz, na sua base. Isto significa que você pode confiar em si mesmo para consultar suas profundas emoções internas. Significa que você não precisa esconder-se de si mesmo, mas pode encarar seu próprio medo e perdoar e acolher todo o seu ser. Quando a criança interior for bem-vinda em você, você terá conquistado o mundo! Não haverá nada mais que realmente lhe possa acontecer, porque você terá dito “sim” para a vida, para os altos e baixos, seus picos e vales; e isto é segurança.

 O fato de saber que você está seguro não se baseia na previsibilidade de como as coisas vão se desenvolver, nem na certeza de um bom futuro, garantido pelas coisas que você assegura com a sua mente. Viver verdadeiramente é entregar-se às mudanças, a todas as voltas inesperadas que a vida dá – como as que um rio pode encontrar pela frente e, ainda assim, sentir-se seguro. Isto só é possível se você confiar no curso da própria vida. Não a partir da mente que observa esse fluxo de fora, mas sendo o próprio fluxo e, ao mesmo tempo, permanecendo confiante. Isto é segurança e solidez, esta é a verdadeira força interior, e isto você só pode encontrar dentro de si mesmo, no seu corpo, na sua parte criança! Fazer isto lhe exige um grande esforço, porque lhe foi ensinado que você deve controlar a vida através da sua mente, do seu lado mental. Mas agora lhe está sendo pedido que você volte à fonte da própria vida, e isto não pode acontecer por meio da mente, e sim pela espontaneidade da sua natureza.

 Não se engane, a natureza não é caótica. Na natureza são aplicadas leis naturais, mas estas são muito diferentes daquelas que você consegue compreender com sua mente racional ou através da lógica. É uma questão de viver a partir da percepção de si mesmo, sentindo para onde o fluxo da vida quer que você vá. Mantenha-se em contato com seu corpo e com a natureza. Mantenha-se em contato com sua criança interior e você verá que a vida também se desenvolve de acordo com leis, mas leis de uma espécie completamente diferente – não as da lógica, mas aquelas sussurradas pelo Todo Maior, se você se dispuser a escutá-lo. E saiba que esse Todo inclui você e que o seu bem-estar está no centro do coração dele. Você está conectado com esse Todo, e quando realmente se entrega a ele, você sente que é guiado e amparado por algo inominável, algo grande e bom, algo seguro, no qual você pode confiar.

 Eu também faço parte desse Todo Maior. Eu mesma, a Terra, formo um todo com tudo que vive e se desenvolve sobre mim. Mas sou apenas uma pequena parte do Cosmos maior, e através dele tudo flui para algo que você chama de Deus, e que eu chamo simplesmente de “Vida” – algo que é infinito e indestrutível. Você é uma pequena centelha nesse fluxo, mas é também infinito e indestrutível, independentemente da forma que você assuma. E é nisto que reside a verdadeira segurança que você é capaz de experimentar aqui na Terra. Sinta-se a centelha de uma grande corrente de energia quente, fluida e amorosa, que permeia o universo.

Eu estou com você. Quero dar testemunho desse fluxo, da sua veracidade. Observe a beleza à sua volta, que ainda é visível na Terra: a beleza das plantas, dos animais; e a beleza da pureza e inocência em você e também nas pessoas ao seu redor. Observe tudo isso outra vez e retorne à vida, e abrace-a!

Muito obrigada pela sua atenção.

© Pamela Kribbe www.jeshua.net

 Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@gmail.com