ISSO OU AQUILO? – 04/02/13

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(Artigo de Ivete Adavaí)

Muitas vezes nos enganamos ao pensar que na vida ou é isso ou é aquilo, quando, de fato, as situações são complementares, logo, são inclusivas. Vem à atenção um exemplo interessante, relativo a um mapa astral. Uma pessoa cujo signo solar seja Capricórnio, mas o Ascendente seja Aquário. À primeira vista parece uma enorme contradição nascer em um signo de terra, por isso com características de estabilidade, busca por segurança, objetividade, cautela, praticidade, etc., tendo ao mesmo tempo um ascendente do elemento ar, com grande criatividade mental, ideias libertárias e inovadoras, propício às descobertas tecnológicas e científicas de vanguarda, progressista, idealista, etc. Parece que tal pessoa poderia viver num puxa-estica sem fim como se o seu Sol a puxasse para um lado e o Ascendente para outro.

Todavia, a realidade é muito diferente disso, porque o mapa astral tende ao equilíbrio por mais difícil que seja admitir isso. Assim, essa pessoa poderá se beneficiar das características de ambos os signos sem se sentir de maneira alguma estressada por isso. Bastando para isso compreender o que lhe é solicitado. Desse modo, será alguém que se situa muito bem no mundo de terceira dimensão, sabendo agir e conduzir sua vida com organização, cumprimento de compromissos, confiabilidade, autoridade e também será uma pessoa visionária, que vai acatar o novo, o moderno, principalmente o que trouxer maior liberdade de ação, apontar para a igualdade de direitos, a solidariedade genuína de um aquariano que vive em uma frequência mais elevada e a individuação.

Visto que estamos começando uma nova era em que não seremos obrigados a escolher ou preto ou branco, seria de bom alvitre repensarmos essa questão para podermos tirar proveito das situações, dos aspectos, das coisas… enfim, incluindo-os e não excluindo-os, como se só houvesse espaço para um ou outro, quando na verdade o espaço pode e deve ser complementado com um e com outro. Acredito que seja assim que chegaremos a viver fora dos extremos da dualidade/polaridade e vamos nos aproximar cada vez mais da zona cinzenta, neutra, que abriga as qualidades totais, porque assim a vida adquire tons e nuances variados visto que fomos criados para isso, para usufruir do todo e não de uma parte em detrimento da outra.

O momento, portanto, é de inclusão total, de resgatar o melhor que possamos e não deixar algo de lado apenas para nos apegar ao seu aparente oposto, porque é moda ou porque alguém assim falou ou acreditou. Utilizar o discernimento, buscar com o coração, deixar o ego descansando, afinal está na hora de o nosso Eu Superior tomar as rédeas da nossa vida e nos conduzir, de modo seguro e firme, ao nosso destino, que nada mais é do que descobrir quem somos de verdade e por que aqui estamos, sendo que existem tantas outras opções no multiuniverso. Sem dúvida, não seremos decepcionados, porque não precisamos criar expectativas falsas. Vamos sim, seguir os ditames da voz baixa do nosso Coração Sagrado, que nos fala sem alarido, mas que exige nossa atenção e cuidado.

04/02/2013