RENDIÇÃO E CONTROLE…MENSAGEM DE JESHUA BEN JOSEPH

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RENDIÇÃO E CONTROLE –
ENCONTRAR E SEGUIR SUA PAIXÃO NA VIDA

(Mensagem de Jeshua ben Joseph canalizada por Pamela Kribbe)

Queridos amigos,

Falo com vocês a partir do coração da consciência Crística. Eu sou Jeshua, mas não sou apenas uma personalidade particular que viveu na Terra há dois mil anos. Aqui, eu represento mais do que isto. Represento a energia Crística que vive e vibra em todos os seus corações. Assim, a pessoa que fala aqui agora, também representa sua própria energia e vibração; é o seu desejo sincero que se transforma em palavras nesta sala em que estamos sentados.

Estarmos juntos como estamos, não é simplesmente para fazer uma conferência… é uma reunião e uma celebração da Nova Era. O despertar de uma nova consciência parece estar distante às vezes. Parece haver tanta desarmonia e conflito em seu mundo e, realmente, no interior de vocês também. Mas, mesmo assim, o despertar começou. Uma nova dimensão de consciência está nascendo na Terra agora mesmo, e após um longo período de preparação, gradativamente conquista uma posição segura e espalha uma onda de iluminação através da Terra. Todos vocês participam nesta onda recente de despertar da consciência, que envolve a Terra neste momento. Em muitos sentidos, vocês são esta onda de energia 

“Rendição e controle” é um assunto importante dentro deste processo de despertar espiritual, tanto em nível individual quanto em nível coletivo. No nível político, os líderes mundiais frequentemente encontram-se confrontados com esta questão. Ainda é muito difícil encarregar-se da política e tomar decisões a partir do coração. Os políticos ainda não parecem estar dispostos a isto. Não obstante, render-se à sabedoria do coração é a única saída para os grandes conflitos da Terra agora, a única oportunidade para uma resolução pacífica desses conflitos.

O senso universal de conectividade e união que é possível entre as pessoas das muitas diferentes raças, religiões ou culturas, é o fundamento para a paz mundial. O reconhecimento dos outros como seres humanos, apesar das desigualdades externas, está crescendo entre a população mundial e é estimulada pela moderna tecnologia da informação, que reduz enormemente as distâncias de tempo e espaço. Ao mesmo tempo, o crescimento em direção à compreensão mútua é ameaçado pelas antigas noções baseadas no medo de “nós” e “eles”. Ao pensar em termos de bom e mau, certo e errado, “nós” e “eles” perpetua a era das antigas hostilidades e alimenta muitos dos distúrbios emocionais. Essas idéias que trazem discórdia são ainda muito utilizadas pelos políticos para manter o poder.

Todavia, o que no final das contas determina a realidade no nível político é você o indivíduo. Os políticos refletem a consciência da maioria dos indivíduos juntos. É através da consciência de muitos indivíduos independentes juntos que o novo nível de consciência revive. Em lugar de estender-me sobre o nível político, gostaria agora de falar do nível individual, no qual todos vocês estão trabalhando para integrar a energia do coração em suas vidas e estão lidando com a questão da rendição e do controle.

Enquanto isso, peço-lhes que sintam simplesmente a energia da rendição, conforme está concentrada aqui hoje e fluindo de seus corações. Todos vocês suplicam intensamente por um sentido de liberação e confiança que é inerente à rendição, deixando ir. Mas, frequentemente, vocês não sabem ainda como integrar esta energia em suas vidas diárias.

Qual é a fonte de controle na vida? Por controle, quero dizer: querer exercer poder sobre a vida, forçando-a a fluir de acordo com os seus desejos, os quais vocês percebem como direito e justo. Por que vocês dispõem-se a exercer controle sobre sua vida, e frequentemente vivem sob tensão e ansiedade por causa disso? A fonte do controle é o medo. O medo está profundamente impregnado na estrutura da sua vida: sua criação, educação e sociedade. Os mecanismos de controle estão presentes em toda parte e lhes são ensinados como bons hábitos. Aparentemente, vocês são pessoas sensatas e racionais se querem ter controle sobre sua vida e organizá-la adequadamente.

A rendição e o inesperado instilam uma sensação de medo em vocês. Vocês associam rendição com desistência, não sabendo o que fazer, sendo sobrepujados pelo distúrbio ou crise emocional. Isto, todavia, é uma concepção muito limitada de rendição. É uma concepção criada a partir do medo, da consciência baseada no ego. Há uma noção muito mais positiva de rendição, uma que assinala um estilo de vida, um jeito de ser, em que vocês vivem suas vidas em confiança, sem a necessidade de controlar, forçar ou manipular.

O ego clama por controle porque está apavorado. O ego identifica-se com as imagens que não provêem da alma, mas que são alimentadas por vocês a partir do mundo externo. O ego está frequentemente correndo ao redor para preservar a sua auto-imagem, seja de um homem de negócios bem sucedido, de uma dona de casa cuidadosa ou de um terapeuta competente. Quer preservar essa imagem para ter controle sobre os pensamentos das outras pessoas sobre vocês. Todavia, há sempre momentos em que o ego fracassa e perde. Este pode ser o caso quando estão sobrecarregados de trabalho, ficam doentes ou rompem um relacionamento. O ego considera tais crises, que em algum momento força-os a deixar ir e a render-se, como golpes mortais.

Desse modo, o ego associa rendição à crise. O ego vive em um revezamento constante de controle e crise. Frequentemente, nos momentos de verdadeira crise em sua vida, vocês são convidados a olhar para o tesouro escondido nela. Há sempre um elemento positivo oculto na crise, que acena para que vocês fiquem mais próximos do coração. Desta forma, a vida está sempre os movendo para mais perto de vocês mesmos, do seu conhecimento interior e da sua sabedoria, até mesmo se viverem sob os ditames do ego. Portanto, haverá sempre situações em sua vida que os desafiará a render-se mais cedo ou mais tarde. A vida está sempre lhes oferecendo oportunidades para escolher a rendição como um estilo de vida. 

Vocês sabem disso. Todos vocês conhecem esses momentos de rendição após uma crise, momentos preciosos de clareza e conscientização, nos quais vocês percebem que são apoiados pelo fluxo de um sopro invisível e divino. Percebem que esse fluxo de vida divino deseja o melhor para vocês, e que podem confiar nele mesmo que não lhes traga necessariamente aquilo que esperavam. O que todos vocês anseiam é viver de acordo com esta consciência mais elevada de forma mais permanente; incorporar esta forma de ser em sua vida cotidiana, sem ter que ser impelidos para isto através de crises e desespero profundos. Todos vocês anseiam pela rendição como um estilo de vida.

Todos vocês são guerreiros cansados. Vêm de um longo trajeto. Ocasionalmente sentem-se muito velhos e cansados interiormente, mas é melhor dizer que estão muito cansados do velho… Estão buscando um jeito de ser que seja sem esforço – inspirador e ainda luminoso e fluente. A chave é que não se esvaziem com seus relacionamentos, trabalho ou outros objetivos, até que entrem em colapso e a crise os force a render-se. Dê um passo adiante, ou melhor, dê um passo para trás, e concentrem-se em um estilo de vida que seja sempre marcado por deixar ir, confiar e render-se. A rendição significa: não se esforçar demais, não resistir, mas seguir o fluxo da vida, confiando que a vida lhes oferecerá exatamente aquilo de que precisam. Confiem em que suas necessidades são conhecidas e que serão satisfeitas. Aceitem o que a sua vida é neste momento e estejam presentes nela. Sobre este modo de viver eu quero dizer, conforme o seu anelo por ele for profundo e sincero. É um anseio espiritual que se origina da sua alma, o fluxo divino em seu interior.

Os bloqueios no caminho da rendição: três deuses falsos

Por um lado, vocês desejam deixar cair suas máscaras e viver abertamente de acordo com o projeto original de sua alma. Anseiam por sinceridade, honestidade, amor e conectividade. Por outro lado, liberar essas máscaras é uma coisa muito difícil para vocês. Foram criados com crenças e estruturas que se tornaram enraizadas em suas psiques e que os impediram de conectar-se com suas próprias almas. Em particular, gostaria de chamar a atenção para três ídolos ou “deuses falsos” a que vocês frequentemente se dirigem em busca de orientação, mas que de fato levam-nos para fora do centro, do equilíbrio necessário para viverem a rendição com quem vocês realmente são.

O primeiro ídolo: Deus como uma autoridade acima de vocês

O primeiro deus falso é o próprio Deus, isto quer dizer Deus concebido como o senhor e mestre da criação. Este modelo de Deus é uma construção humana, uma imagem que influencia profundamente sua cultura.

 Muitos de vocês pensam que têm que liberar esta imagem tradicional de Deus. Dizem que não acreditam mais em um Deus que julga e pune que esteja acima de vocês e que mantenha um registro dos seus sucessos e fracassos como um mestre escolar. Dizem que acreditam em um Deus de Amor, que lhes perdoa todas as vezes e que os ama e os encoraja. Todavia, vocês frequentemente se tratam de modo rígido e desamoroso, este Deus antigo ainda está muito vivo! Não dizem frequentemente para si mesmos que fracassaram, que não são corretos, que deveriam progredir mais, seja na área dos relacionamentos, do trabalho ou espiritual? Vocês se torturam com idéias, como: não vivo à altura das expectativas de Deus, estou desapontando meus guias espirituais ou meu Eu Superior, fracassei em minha missão, não estou contribuindo em nada para um mundo significativo.

Muitos de vocês acreditam, secretamente, por assim dizer, que há uma ordem superior a que deveriam responder ou obedecer. Seja uma “missão da alma” ou um “caminho de vida” que foi apresentado para vocês, uma hierarquia espiritual que tem uma “designação” para vocês ou um guia espiritual para dizer-lhes o que fazer ou para onde ir… em todos esses casos, vocês crêem na existência de uma autoridade superior, um nível espiritual acima de vocês, que seria melhor escutarem.

Mas, assim que acreditem em uma autoridade fora de vocês, que seja capaz de oferecer diretrizes acerca do que deveriam fazer em sua vida, estamos de volta com o Deus tradicional. De acordo com esta imagem. Há um nível de verdade, no qual as coisas estão fixas e determinadas, e tudo o que vocês podem fazer é viver de acordo com isso ou não. Esta é uma imagem falsa.

Certamente, quando vocês nascem, há intenções em sua alma para a existência por vir. Alguém poderia chamá-las de seu propósito superior para esta existência, mas ela não é decretada por algo que esteja fora de vocês. É o seu próprio eu quem escolhe e isto nasce a partir de seus próprios desejos e vontades. As coisas em sua vida que são pré-determinadas – no sentido de acontecer muito provavelmente, nada está completamente fixado – são criadas e escolhidas por vocês. Podem conectar-se com o propósito de sua vida ou com a sua inspiração superior a qualquer hora por ouvir seus sentimentos, a voz do seu coração, seus anseios mais profundos. Gostaria de aconselhá-los a não escutar demais as doutrinas espirituais fundamentalistas sobre como deveriam viver. Escutem principalmente a denominada parte inferior de vocês: as emoções poderosas que manifestam em sua vida diária. Através dessas emoções, a alma está tentando alcançá-los e dizer-lhes algo.

Se quiserem saber o que sua alma quer dizer-lhes neste momento, considerem as emoções que se repetem frequentemente em sua vida e que os absorvem mais. Olhem-nas de uma forma benévola, mas honesta. Não acusem qualquer outra pessoa por suas emoções, não prestem atenção a causas fora de vocês; vejam-nas como o resultado de suas escolhas. Por exemplo, se vocês ficam zangados e irritados com freqüência, de onde vem isso? Há algo que esteja faltando? O que a raiva lhes diz? Qual é a mensagem oculta? É um senso de não ser reconhecido ou valorizado pelos outros?Vocês estão com medo de mostrar-lhes quem são, de sustentar sua verdade? Escondem seus verdadeiros sentimentos muitas vezes e é difícil para vocês estabelecerem claramente seus limites? Frequentemente, através da raiva, uma mensagem genuína está clamando para vocês: um anseio de ser quem são, mostrar sua alma original para o mundo. Se vocês reconhecem o anseio de sua alma através da raiva, estão vendo seu eu angélico brilhando através da sua criança interior.

O anjo em seu interior é o “eu superior” que quer conectar-se com a realidade física, encarnar e deixar brilhar sua luz sobre a realidade terrena. É a parte que conhece. Sua criança interior é a paixão da vida em si: é o desejo, a emoção e a criatividade. É a parte que experiencia. A parte criança em vocês é o seu “eu inferior”. A criança interior é a fonte da alegria e da criatividade, se ela viver em harmonia com o anjo interno. Mas se ela se desligar do carinho do anjo e for sem rumo, é a fonte das emoções correndo à solta. A raiva transforma-se em ódio e em vingança. O medo se perverterá em defesa, neurose e frustração. A tristeza se deteriorará em depressão e amargura. As emoções originais são os sinalizadores… mensagens da sua parte experiente. A criança é que, através dessas emoções, estende sua mão para o anjo interno. As emoções expressam a experiência pura e inconsciente. Na conexão com o anjo é que as emoções podem ser compreendidas e assimiladas como sinalizadoras. Como tal, as emoções tornam-se instrumentos de transformação e de investigação: o “eu inferior” enriquece e completa o eu superior à medida que supre a parte que sabe com o conteúdo sentido. O anjo em vocês vem para a vida e experimenta alegria profunda se lhe for permitido iluminar a criança. E se o eu superior brilha desta forma, seu corpo emocional se acalma e obtém equilíbrio. O resultado de a criança e o anjo fluírem juntos é um conhecimento interno intuitivo, que pode impregnar a sua vida com luz e ausência de esforço.

Os princípios superior e inferior em vocês, o anjo e a criança, são um todo orgânico e significativo. As noções “superior” e “inferior”, portanto, não são realmente corretas. Trata-se de brincar juntos, de “conhecer” e de “experimentar” com alegria. É esta interação que conduz à verdadeira sabedoria encarnada (ao invés de teórica).

Para encontrar orientação sobre sua vida no momento atual, vocês podem tirar o melhor proveito por dirigir-se a sua criança interior. Ao dar-lhe a atenção de que ela necessita, vocês a inundam com sua consciência superior, o toque do anjo. Para ilustrar isto, vamos retornar ao exemplo acima no qual eu falei da raiva e da irritação. Uma vez que vocês se conectem com esta emoção e visualizem-na como uma criança, podem convidá-la a vir com vocês. Podem perguntar-lhe o que a preocupa e o que é necessário que vocês façam para remediar a situação. Deixem a criança responder-lhes e permitam que ela se expresse da maneira mais clara possível. Imagine que ela esteja falando com vocês de um jeito animado, com uma expressão inconfundível em sua face e com uma linguagem corporal evidente. Talvez ela esteja dando-lhes respostas especificas, tais como: “eu quero que você largue o seu emprego!” ou “eu quero tomar lições de dança”, ou ela pode ser mais genérica, como “eu preciso brincar e relaxar mais”, ou “eu não posso ser agradável o tempo todo, você sabe!” Considerem a resposta com seriedade e vivam de acordo com ela tanto quanto possível. Talvez vocês não possam imediatamente fazer as coisas que a sua criança interior deseja. Mas, podem começar aos poucos e passo a passo realizar seus anseios.

Se vocês admitirem a criança irada, amedrontada ou triste dentro de vocês com amor e aceitação, ela será tocada pelo anjo interior e o resultado é que sua alma falará com vocês. Comecem com as emoções, encontrem o verdadeiro anseio por detrás dessas emoções, e encontrem uma forma de realizá-las passo a passo.

Na imagem que estou evocando do anjo e da criança interior, não há espaço para a figura de um Deus autoritário. O “superior” e o “inferior” complementam-se um ao outro em um relacionamento aberto e que evolui dinamicamente. O anjo não dita nada à criança, nem a criança tem autoridade sobre o anjo. Nessa interação é que descobrem o que é certo para vocês nesse momento.

Descobrirão os objetivos da sua vida nesta conexão íntima entre o anjo e a criança. Nesta conexão, vocês descobrem o que de fato os move. Nenhuma autoridade externa pode substituir esta conexão, ou fazê-la por vocês. Um professor pode apenas indicar esta sagrada área interna, onde vocês podem permitir que a criança interior seja tratada com carinho e inspirada pelo anjo em vocês. Nesta área, descobrirão quem são vocês e qual é a sua paixão. As orientações genéricas acerca de como viver uma vida espiritual são quase sempre inadequadas, pelo menos não são universais por natureza. A verdade é sem forma. Cada criatura tem a sua própria forma, seu próprio jeito de viver a Verdade. Este é o milagre de sua alma de essência singular. Os verdadeiros professores espirituais não ensinam façam e não façam específicos, tais como “não comam carne” ou “meditem duas horas por dia”. Um verdadeiro professor sabe que tudo é uma questão de vocês encontrarem a sua própria verdade, em profunda comunhão consigo próprio. Os professores podem indicar o que tem sido útil para eles a seu modo, mas não podem transformar isso em uma regra ou em um dogma.

Se derem uma olhada na maneira em como Deus é retratado na maioria de suas tradições religiosas, isto é exatamente o que aconteceu lá. A maioria delas são tradições de medo e de abuso do poder. A necessidade de dogmas e regras claras e incisivas e a tendência para organizações hierárquicas sempre demonstram que o medo e o poder estão em jogo. A mesma coisa, todavia, também acontece na espiritualidade da nova era. Tomem por exemplo as muitas predições e teorias especulativas que estão circulando atualmente. Se aceitarem isto sem consultar seus próprios sentimentos básicos sobre o assunto, vocês podem ficar inseguros e começar a querer saber “estou fazendo a coisa certa?” “e se eu perder o barco (ou a espaçonave…) em 2012?” ou “o estado dos meus chackras é puro o suficiente para entrar na quinta dimensão?” Este tipo de questionamento não é obviamente útil ao seu crescimento interior. Peço-lhes: voltem-se para vocês mesmos. Não se concentrem no movimento dos planetas e das estrelas, nas mudanças climáticas, ou no julgamento de um “mestre ascensionado” para determinar o seu nível de auto-realização. Vocês são o centro do seu universo, o padrão e a pedra de toque do seu mundo. Não há Deus exterior a vocês que saiba melhor ou que determine as coisas para vocês. O Deus que projetaram anteriormente fora de vocês não só reside em vocês, como este Deus não é onisciente tampouco. O princípio divino em vocês e em toda a criação é uma força divertida, que cresce e evolui em caminhos abertos e imprevisíveis.

Nesta imagem, o “inferior” tem uma razão indubitável para existir: é o combustível para o crescimento e para a realização. A luz e a escuridão têm seus próprios papéis a desempenhar e é com a aceitação de ambos que vocês são iluminados. Esforçar-se para alcançar a luz de maneira parcial, ignorando ou lutando com a escuridão, conforme aspiram alguns grupos espirituais, cria desequilíbrio e uma resistência sutil (e desprezo) para com a vida na Terra.

Fazer coisas erradas, cometer enganos, está tudo certo e pode até trazer-lhes maior crescimento do que tentar evitar os erros. Nas “coisas más” a semente da luz está dormente. Apenas por experienciar o mau que vem de dentro, vocês podem experienciar o bom como tão belo, puro e verdadeiro. Não podem aprender “a partir de fora”. Vocês, Deus dentro de vocês, mergulhou profundamente (na realidade material) para tornar-se conhecedor através da experiência, não para aplicar o conhecimento à experiência. Neste sentido, não há muitas coisas não-espirituais. Toda experiência é sagrada e significativa. Não se deixem ser guiados por regras externas, ao ditar o que é saudável, certo e espiritual para vocês fazerem. A pedra de toque é o seu próprio coração: se ele sente que é certo para vocês, então está bem. Deixem ir qualquer outra coisa.

O segundo ídolo: os padrões e ideais da sociedade

Um outro deus falso que os afasta da energia original da sua alma é a “sociedade”: o padrão e os valores que controlam seu mundo social e que lhes são transmitidos através de sua criação, educação e ambiente de trabalho. Muitos dos ideais da sociedade estão enraizados no medo, na necessidade de controlar e estruturar a vida de modo que ela se torne um pátio de recreio nitidamente organizado. Muitas regras de comportamento não são tanto inspiradas pelo que as pessoas sentem verdadeiramente e experienciam, quanto pelo que parece vir de fora.

Tentar viver à altura de tais padrões externos de conduta pode pôr uma grande pressão sobre vocês. Pensem no medo de “não ser adequado”, não ter realizado o suficiente, não ser belo o bastante, não ter relacionamentos etc, etc. Ao se comparar com imagens irreais de sucesso e de felicidade, sua energia criativa fica presa e vocês não se sentem mais em casa neste mundo.

Por causa desses faça e não faça, que se tornaram como uma segunda pele, vocês dificilmente ousam explorar sua criatividade original. Temem pisar fora do caminho batido. Mas é exatamente esta energia original da alma, a energia que quer fluir de modo único a partir de vocês, que é tão bem-vinda à Terra! É esta parte de vocês que é destinada para provocar a transformação da consciência na Terra agora.

Ao conectar-se com os seus impulsos criativos e expressá-los do seu próprio jeito exclusivo, frequentemente exige que se desviem dos objetivos e ideais da sociedade. Pode ser o caso em que seu ritmo natural de explorar a si mesmo e então expressar quem vocês são no plano material, não se combine com o esquema da sociedade de como e quando adquirir certas coisas na vida. Podem em primeiro lugar passar por um processo longo para se conhecer profundamente, sem alcançar ou produzir nada no nível externo. Apesar de que isso possa parecer ineficaz ou mal sucedido para as pessoas, vocês podem estar trabalhando muito arduamente no nível interno, descobrindo uma porção de coisas valiosas sobre si mesmos. Tomem tempo para descobrir quem vocês são, para onde sua energia natural os conduz, e para integrá-la no seu ser emocional e físico. Não prestem atenção ao sucesso externo. Concentrem-se no que sentem ser bom e certo para vocês, o que os faz sentir-se relaxados e inspirados. Se acharem essa maneira de viver, e experienciarem a paz e a quietude interior, vocês conseguirão mais facilmente entrar em contacto com a energia original da sua alma.

As pessoas sentem muito medo acerca do que a sociedade dita e espera delas. A coisa estranha é que esta “sociedade”, como tal, nem mesmo existe. O que temos é um monte de gente junta, cada um com seus particulares e sinceros anseios e seus medos profundamente assentados. Todos anseiam ser livres no sentido mais profundo da palavra: simplesmente ser quem são, sem medo de serem julgados pelos “outros”. Por essa razão, pensem novamente, sempre que estão prestando muita atenção ao que os outros pensam de vocês, estão de fato tornando-os piores inimigos também, visto que ao tolerar suas regras e temer seus julgamentos, vocês mantêm vivos falsos ideais e sufocam ainda mais a si mesmos e aos outros. Vocês se transformam na “sociedade” para outra pessoa.

Especialmente vocês, que são os pioneiros da Nova Era, podem ser um exemplo para pessoas que são capturadas pelo medo. Vocês são este exemplo quando verdadeiramente apóiam a si mesmos, escutam com atenção os seus sentimentos, vivem adequadamente e liberam os julgamentos exteriores. Esses julgamentos surgem do medo, não do amor, e eles são frequentemente baseados nas antigas regras e códigos que ninguém se lembra da verdadeira origem. Tais padrões antigos, que não possuem mais nenhuma conexão com o coração humano, aguardam ser transformados a partir de dentro, por pessoas que ousarem abrir novas perspectivas. A sociedade espera por vocês; espera por ideais e padrões inspirados que ajudem as pessoas a se conectarem com os seus corações e com os seus desejos verdadeiros. Vocês contribuem para a transformação da consciência coletiva por serem um exemplo de amor ao invés de um seguidor do medo.

Ousem convidar a parte de vocês que é divertida e infantil. Entrem em contacto com a sua criança interior frequentemente: ela sabe muito bem o que vocês querem. Com freqüência, mal podem detectar o que o seu coração anseia verdadeiramente e sentem que perderam sua paixão. Isto ocorre porque não permitem mais que a sua criança interior brinque, fantasie e sonhe. Quando vocês se avaliam pelos códigos externos (o que é apropriado para minha idade, meu gênero e meu status social) limitam a si mesmos e não permitem que a criança, o sonhador e o visionário, levem-nos para fora desses limites e os conectem com o seu “código interior”.

Todos vocês nasceram com uma inspiração, um desejo para manifestar algo na Terra, tanto para si quanto para os outros (“a sociedade”). Vocês não vieram aqui para viverem em uma torre de marfim. Vocês fazem parte da consciência coletiva da Terra e vieram aqui para serem líderes e inspiradores da mudança. Isto os fará felizes e realizados. Por conectar-se com a sua criança interior, e uma vez mais sentir a magia dessa paixão original, as fronteiras e os limites ilusórios serão erguidos e vocês descobrirão o seu caminho na vida de uma maneira mais fácil e mais leve. Quanto mais se mantiverem livres dos deuses falsos que os mantêm pequenos e medrosos, mais viverão a partir de um sentido de liberdade e rendição do coração, e mais o universo os apoiará e os suprirá com os meios necessários para realizar a sua paixão.

O terceiro ídolo: sentir piedade dos outros e apoiar o seu sofrimento

Há um outro deus falso que eu gostaria de mencionar e que talvez seja o que mais os preocupe em sua vida diária. É sentir pena dos seus companheiros, dividir a carga com seus entes queridos por sofrer junto com eles. Agora, vocês podem perguntar: Como isto pode ser um ídolo? Eu não deveria ligar-me aos outros, especialmente aos meus entes queridos, e ajudá-los, se eu pudesse? O que estou falando é sobre a tendência que vocês têm de ligar-se tão intensamente às pessoas que os cercam, que são atraídos para as suas dores, seus problemas e emoções negativas e perdem o contacto com o seu próprio âmago e com a sua paz interior. Esta espécie de piedade e de co-sofrimento não é de sua responsabilidade, não é útil a outra pessoa e não está certo sob o ponto de vista espiritual.

Muito do que chamam de “alta sensibilidade” é estar tão aberto às energias das outras pessoas que removem a sua. Sua empatia (isto é, a habilidade de sentir o humor e as emoções das outras pessoas) está neste caso insuficientemente equilibrada pela percepção de que as energias negativas daquela pessoa pertencem a ela e não a vocês. Não estão percebendo com clareza suficiente que essa negatividade desempenha um papel viável na vida da outra pessoa e que vocês podem iluminá-la através de sua compaixão e compreensão, mas que não serve ao propósito de ninguém se vocês sofrerem junto com ela.

Claro que vocês adorariam ver seus entes queridos levarem vidas felizes e plenas (seja quem for, cônjuge, filho, pai, mãe ou amigo). Vocês gostariam que eles se sentissem melhor e que seus problemas fossem solucionados. Sempre se lembrem, entretanto, que os problemas que eles têm são de suas próprias criações. Problemas de relacionamentos, questões financeiras, problemas de saúde, distúrbios psicológicos… todos eles refletem conflitos internos profundamente fixados no interior da alma. Em algum lugar muito profundo as pessoas querem experienciar esses problemas, a fim de que algo fique claro. Pode parecer que elas são vítimas, especialmente quando andam em círculos inúmeras vezes. Mas, frequentemente, isto significa que elas ainda querem experienciar alguns aspectos daquele problema mais a fundo e que ainda não estão abertas para a sua ajuda. Se vocês tentarem ajudá-las de qualquer jeito, facilmente se tornarão insistentes e controladores e dissiparão suas próprias fontes de energia. Vocês, então, desistem da rendição como um estilo de vida.

Ao doar demais ou de maneira inadequada, vocês despendem energia e acorrentam-se emocionalmente àquele que estão ajudando. Isto os torna dependentes da outra pessoa pelo seu senso de bem-estar. Suas energias emocionais ficam misturadas e esta é uma das maiores causas para a perda de força, vitalidade e autoconsciência. Poucas coisas podem fazer sua energia entrar em colapso tão facilmente quanto um persistente senso de obrigação, culpa e de responsabilidade por alguém.

Em tais “relacionamentos de ajuda” surgem frequentemente questões de poder, mesmo que ninguém pretendesse isso. Ao doar demais ou de maneira inadequada, o ajudador de fato tenta cobrir um vazio interno, que passa despercebido quando se está preocupado com a outra pessoa. Ajudar outra pessoa pode fazer vocês se sentirem mais fortes e mais seguros de si. Aquele que consegue toda essa atenção de vocês, experimenta isto como sendo agradável e confortável, e logo nota que pode influenciá-los com o seu humor e emoções. Ele sabe que se as coisas ficarem piores para ele, conseguirá mais atenção de vocês (porque vocês querem muitíssimo que ele fique bem). O “sofredor”, então, percebe que tem poder sobre vocês e que compensa permanecer no papel de vítima. Em tais relacionamentos ocorre uma poderosa troca de energia, que drenará a ambos, porque não está em alinhamento com aquilo que as almas realmente desejam. Não existe verdade espiritual na maneira com que estão reduzindo um ao outro a papéis bastante limitados. O ajudador no final das contas ficará frustrado porque o sofredor não progredirá o suficiente: não é do seu interesse mudar, pois ele investe no papel de vitima. E o sofredor fica ainda mais preso ao seu papel de vítima; eles se tornam cada vez mais indispensáveis um ao outro, o que pode paralisá-los completamente. Ambos ficarão irritados e se culparão mutuamente.

Vocês simpatizam-se com facilidade e sentem tristeza pelas pessoas que o cercam. Especialmente almas trabalhadoras da luz que têm um impulso intenso de espalhar a luz e a consciência sobre a Terra, são muito sensíveis ao sofrimento alheio. É difícil para vocês verem o sofrimento em uma escala global, por exemplo, nas regiões do mundo devastadas pela pobreza ou pela guerra, ou a destruição e a poluição do ambiente. Mas, quando se refere ao sofrimento que está perto de vocês, no seu ambiente pessoal, são afetados mais profundamente. E é especialmente aqui que são desafiados a recuperar o seu poder.

É importante perceber que vocês não estão ajudando ninguém ficando menor. Vocês, muitas vezes, pensam que se tiverem que tolerar e se absorverem parte das emoções das outras pessoas se conectarão mais profundamente com elas e então as ajudarão. É como se estivessem compartilhando o fardo. Mas ao levar os problemas alheios, vocês simplesmente duplicam a carga. A sombra se intensifica. Ao apoiar outras pessoas que estão sofrendo, seu poder fica fragmentado e disperso pela negatividade delas. Pensarão que não têm o direito de serem felizes, pacíficos e satisfeitos consigo mesmos, enquanto elas estão sofrendo.  Este é um engano grave. Na verdade, o oposto é verdadeiro.

Ser verdadeiramente útil a alguém significa que colocaram sua energia a serviço da solução do problema, não do problema em si. Para fazer isto vocês precisam fazer-se maiores e não menores. Quanto mais vocês forem auto-conscientes e irradiarem independência, mais representarão a “energia da solução” e mais poderão dispor-se para outra pessoa sem exaurir-se. Se forem sofrer com eles, estarão realmente confirmando o problema. Se permanecerem centrados e tranqüilos, não ressoando com as emoções densas dos outros, abrirão outro ângulo, outra forma de olhar o problema. Certamente porque não ressoam com a energia do problema, vocês projetam nova luz sobre ele.

A verdadeira orientação espiritual nunca envolve resolver problemas das outras pessoas. Antes, significa ser um farol e consciência para elas, que reflete seus problemas de volta de uma maneira que as capacita a lançar um outro olhar sobre isso. Capacita-as a ver o significado e o mérito do problema; isto lhes devolve um sentido de livre arbítrio e de responsabilidade. Algo dentro de vocês toca o coração delas e as inspira: esta é a energia do amor. É a energia da aceitação. Dessa forma, vocês oferecem-lhes a “energia da solução”, não por fazer algo para elas, mas por ser esta energia. Isto é trabalho de luz: ser seu eu natural, ter paz interior e irradiar esta paz para os outros. Não é para levar as cargas das outras pessoas ou achar as soluções para os seus problemas. É para levar a energia da solução em seu próprio ser e compartilhá-la abertamente com os outros. Esta é a essência da sua missão na Terra, a essência do que significa trazer luz.

Ser verdadeiro consigo próprio, cuidar bem de si e escutar o que a sua intuição lhes diz são pré-requisitos para ancorar a freqüência de amor na Terra. Isto é o que sua alma quer para vocês. A qualquer hora que deixem os outros drenarem sua energia, ou que doem demais de si devido ao medo ou à necessidade de controle, uma parte da sua luz fica dispersa e vocês precisarão recuperar-se e curar-se emocionalmente para tornar a alcançar seu equilíbrio natural e vitalidade. Observem como isto acontece em sua vida cotidiana. Se estão se preocupando com as outras pessoas, acerca do modo como os percebem ou como vocês deveriam ajudá-las, e seus pensamentos estão girando em círculo, e as mesmas emoções repetem-se, vocês estão presos na rotina do medo e do controle. Muitas vezes, vocês tendem a doar sua energia porque acham que estão tornando as coisas melhores, ao ajudarem as pessoas ou ao resolverem seus problemas. Mas, prestem atenção, sua contribuição serve de fato para solucionar ou para confirmar e perpetuar o problema, desse modo? Indaguem-se se não estão realmente a serviço de um ídolo, ao invés de a sua própria luz interior.

Tentar controlar as coisas muitas vezes parece certo e sensato, mas frequentemente é tão-somente o medo que os força a fazê-lo. Com freqüência, sentem-se cansados e exauridos devido a todos esses esforços nas diversas áreas da sua vida, mas, geralmente se prendem a isso e sentem que estão obrigados até mesmo a imprimir mais energia. Acham que devem isto a alguém, a alguma organização, à sociedade ou mesmo a Deus. Mas, a qualquer hora que se sintam emocionalmente exauridos, doando-se em demasia, é hora de seriamente liberar-se e encontrar um lugar tranqüilo para si. Está na hora de liberar o mundo e voltar-se para dentro de si. Cortar os cordões por um tempo e reconectar-se com a sua criança interior é de grande importância para permanecer centrados e equilibrados. Ao se conectar com a criança, vocês também podem despertar o angélico em vocês, o guardião da criança. Vocês se conectam ao “eu inferior” e ao “eu superior” e ao senti-los internamente, e escutá-los com cuidado, começam a perceber como eles podem brincar juntos alegremente em sua presença. Fica claro o que vocês necessitam fazer ou buscar para tornarem-se centrados e em paz novamente.

Encontrar e seguir a sua paixão

Todos nascem com uma paixão. Imaginem que esta paixão seja uma bela rosa vermelha. Imaginem que, pouco antes de nascerem, vocês estão de pé à beira do céu, segurando esta rosa vermelha extremamente bela. Embora possam hesitar em dar o salto para os domínios terrenos, até mesmo querendo saber melancolicamente se estão realmente prontos para isto, vocês sentem um profundo fogo interno, uma paixão, que se apresenta a vocês como a rosa vermelha. Agora, imaginem que dão o salto, encarnam, e então carregam a rosa em seu interior, em sua barriga e no seu coração. Deixem a energia da rosa vir até vocês agora. Permitam que a sua paixão original, a sua inspiração apresentem-se a vocês neste momento. Dêem uma olhada na rosa, com que ela se parece agora? Tome a primeira imagem que aparecer em sua mente. A rosa parece um pouco triste e murcha, ou ela brilha vibrantemente? Vocês vêem um botão de rosa ou uma flor desabrochada? Ela precisa de alguma coisa de vocês neste momento? Talvez mais água ou luz do sol, ou mais amor e atenção, ou quer ser removida para outro lugar, para vizinhanças que cuidem melhor dela? Imaginem que vocês dão exatamente o que ela precisa. E sintam como isto os afeta internamente.

Vermelha é a cor da Terra e do chackra básico ou raiz. Vermelho é a cor da paixão. Vocês temem frequentemente a sua própria paixão. Temem deixar que este fluxo original expresse-se livremente em suas vidas, porque isto vai de encontro àquilo que a sociedade ou a tradição considera apropriado, correto e saudável. Todavia, em cada um de vocês há uma paixão e uma inspiração originais que são exatamente a fonte da sua existência aqui e agora. Vocês não podem realmente ser realizados e inspirados, até que permitam que a energia penetre em sua vida e a oriente. A essência da rendição como um estilo de vida é que vocês se rendam a si mesmos, à paixão da sua alma, à inspiração que embalou sua existência atual.

Há alguns meios em que podem reconhecer se estão conectados à paixão da sua alma.

– Sentir inspiração – para onde ela fluir, este é o lugar onde precisam estar.

A rendição como um estilo de vida significa que vocês deixam-se ser orientados por aquilo que verdadeiramente os inspira. A rendição não é uma energia passiva. Ao render-se àquilo que realmente os motiva e os inspira, vocês abrem o portão para um fluxo interno de energia vívido e ativo. Para descobrir este fluxo por si mesmos, vocês precisam descobrir com que espécies de atividades sua energia flui naturalmente. Que coisas os fazem sentirem-se felizes e em paz? Em que tipo de ocupação ou de busca vocês sentem que as coisas fluem sem esforço e de modo gracioso? Qual é a essência dessas coisas ou atividades? Sintam a essência delas – e saibam que pode haver uma variedade de maneiras para esta essência ajustar-se e tomar forma.

2 – Ser fiel a sua própria naturezaaquilo que fazem com naturalidade, é aquilo em que são bons

Para reconhecer sua paixão vocês precisam perceber que é sempre algo que é muito natural em vocês. É alguma coisa, uma atividade, ocupação ou forma de expressão a que são atraídos, sentem-se interessados e usufruem a busca. É algo íntimo e natural para vocês, quase auto-evidente do seu ponto de vista. Para trazer o seu dom natural à realização, vocês podem ter que aprender algumas habilidades ou buscar alguma educação formal, mas será relativamente fácil e prazeroso fazer isto. Sua paixão é algo com que suas habilidades e talentos estão sintonizados; envolve atividades em que vocês são bons desde o começo.

3 – Manter limites claros e ousar dizer “não” – levem-se a sério

Vocês estão no fluxo da rendição a si próprios se vocês se levam a sério o suficiente para dizer “não” a coisas e a pessoas que inibem ou interrompem este fluxo. Podem seguir a sua paixão apenas se ousarem dizer “não” àquilo que não se ajusta ou que sintam que não é certo para vocês. Renderem-se a si mesmos, à sua inspiração singular, requer ser precoce e teimoso às vezes, ficar à parte e confiar nas mensagens do seu coração até mesmo se as pessoas disserem que vocês são bobos e imprudentes. Trata-se de lealdade a si próprios. Ousem ser grandiosos, ousem fazer a diferença! Realmente, não há alternativa, vocês sabem. A alternativa é que seu fluxo natural de inspiração fique impossibilitado de mover-se e seque e vocês comecem a se sentir frustrados, vazios, zangados e insatisfeitos. Se não escolherem a seu favor, escolherão contra vocês. A energia da rosa, sua paixão, retira-se e isto cria problemas psicológicos, tais como, solidão, estranhamento e finalmente depressão. Portanto, ousem dizer “não”, ousem ocupar o espaço com limites claros. Não temam ser “egotista” de acordo com os padrões dos deuses falsos.

 4 – Paciência e ritmo – façam-no passo a passo

Se estiverem conectados à energia da sua alma, sua inspiração, isto vai clarear o caminho para vocês em sua vida diária. As oportunidades (na forma de pessoas ou situações que encontrarem) virão para vocês em um compasso e ritmo que lhes sejam adequados. Se quiserem estar sintonizados com este fluxo de manifestação, permaneçam no momento presente e tomem-no passo a passo. Tentem não correr à frente de todas as coisas que precisam acontecer para que realizem seus sonhos e paixão. Simplesmente, sintam sua paixão e entreguem nas mãos do seu Deus interno. Deixem que o anjo interior guarde e vigie os sonhos e anseios da sua criança interior. Rendam-se e confiem!

Muito obrigado por estarem aqui hoje. É um grande prazer estar com vocês e lembrar que o Eu que está dizendo tais coisas também representa em muito a sua energia. É a sua própria energia que lhes acena e os convida: ousem viver, ousem ser quem vocês são.

 Tradução de Ivete Brito – adavai@antares.com.br – adavai.wordpress.com/

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